quinta-feira, 8 de junho de 2017

Amar é decisão




Amar é decisão. Decisão difícil, porque amar não é aquilo que acontece logo no início, mas aquilo que continua a acontecer depois que a paixão ardente das certezas se desvaneceu e as incertezas das revelações começam a chegar. Decidir amar acontece naquele momento em que a idealização termina e nos deparamos com a realidade de todo e qualquer ser humano, com as coisinhas irritantes do dia dia, com as grandes coisas que foram escamoteadas pela intensidade da paixão primeira. Decidir amar é pesar o bom e o ruim e escolher que o bom vença, pois é mais significativo; decidir amar, é tentar ver com os olhos do outro, e tentar minimizar a dor do outro sem que isso nos prejudique. Decidir amar é decidir por uma nova vida, com todos os ganhos e as perdas, como em qualquer situação que escolhamos. Decidir amar é abrir mão de sonhos que eram individualizantes e construir novos sonhos. Decidir amar é ter a capacidade de ao  menos perceber que as vezes é preciso tentar mudar a si mesmo e a abrir mão de coisas que não são tão importantes. Decidir amar é priorizar o amado, porque sem a prioridade, é melhor seguir sozinho e fazer todas as escolhas sem consequências aos outros, deixando que o outro seja amado como deseja. Decidir amar é decidir entrar em um compromisso e se comprometer. Não se trata aqui de amor à humanidade, mas o amor que resolvemos dedicar a alguém que nos acompanhará por um determinado período. 

Não creio em poliamores, mas isso é crença e cada um define a melhor maneira de levar a vida. Mas quando alguém decide amar o outro, e esse alguém também decide amar, há de haver um compromisso entre ambos. Para aqueles que acreditam em amores únicos e exclusivos, isso leva a uma escolha e a uma decisão. A decisão de amar e de enfrentar as benesses e consequenciais de se amar uma pessoa, de corpo e de alma.

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