quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Manchete mais que ambígua


Quando alguém lê: 

"Mãe de 5 após fertilização, psicóloga engravida naturalmente", o que vem à mente?

Uma psicóloga teve 5 filhos pós fertilização, porém a manchete está dizendo que ela engravidou naturalmente... Será que ela fez cinco fertilizações e depois conseguiu engravidar? Ou será que ela engravidou naturalmente de cinco filhos após fertilização? Cliquei no link do Facebook que me redirecionou para a seguinte manchete:

"Mãe de 5 após fertilização, psicóloga engravida e festeja 1ª menina: 'Sonho'"

Ela era mãe de cinco e após fertilização engravida de uma menina?Então ela tem cinco meninos? Fui obrigada a ler só para entender o que a manchete queria dizer. O Subtítulo dizia:

"Inesperada, gestação atual não teve intervenção médica: 'Não acreditava'.Layane Cedraz, 32 anos, monta estrutura em casa para receber 6º filho." 

Agora deu pra entender do que se trata a matéria, um pouco. Provavelmente, a exigência de uma manchete que se encaixasse ao numero de caracteres permitido tenha causado tal ambiguidade, mas será que não havia uma maneira mais clara de informar sobre a notícia? Que tal:

Após 5 filhos por fertilização, psicóloga engravida naturalmente.

Inesperadamente, uma gravidez natural após 5 filhos por fertilização.

A pressa é inimiga da clareza de informação.




segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Guloseimas da pindaíba


No tempo das vacas magérrimas, manjar dos deuses era fubá suado dentro do café, café com farinha de milho e banquete era quando tinha queijo minas para misturar no meio;

A lista de compras lá de casa, já decorada e batida, era ovo, tomate e banana;

Na sessão da tarde, o meu item favorito, deitada no sofazinho, era um tomatão bem maduro;

Não dispensava arroz feijão, tomate e banana, delícia!

Podem dizer o que quiserem, mas carne com café é muito bom!

Assim como queijo minas dentro do café quentinho, sai derretendo;

Aqui nós tomamos "café com leite e biscoito dentro";


O café é um grande item em nossa alimentação, o pão seco era enfiado no café para melhorar o sabor;

Domingo era dia de macarronada com frango frito, às vezes, salada de batatas com maionese;

Uma folha passada no ovo e na farinha de rosca fazia o papel de peixe, o nome dela era assapeixe;

Banana frita era o "must";

chuchu era comida de pobre, hoje subiu no patamar das comidas boas para a saúde e caras;

Feijão batido no liquidificador era moda, mas eu sempre odiei aquele caldo de feijão;

Orapronobis, baboso com carne;

Minha avó colocava prego para enriquecer o feijão e bicarbonato para cozinhar mais rápido, eu, hein!

Pão bom era a baguete, quentinha com manteiga;

Goiaba catada no pé batida com leite!

Se você também tem alguma guloseima da pindaíba, comente aí!


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Carnaval - amo e odeio

Foliões reproduzem a cena tão comentada de Paola Oliveira



Eu amo ver a criatividade do povo, inventando mil fantasias inimagináveis, o bom humor, a alegria; eu amo ver todos brincando uns com os outros, respeitando o espaço, se comunicando; eu amo ver familias inteiras subindo e descendo pelas ruas, dançando, esquecendo de seus problemas; Eu amo ver uma multidão unida em uma escola de samba, por amor à sua escola; eu amo ver o maior espetáculo da terra, milhares de pessoas fantasiadas, carros belíssimos, magnifico espetáculo; eu amo ver os diversos ritmos brasileiros, as tradições.






Eu odeio ver as mulheres inflando seus corpos, colocando silicone, botox, gel de não sei o que, fazendo escândalos, vendendo a alma ao diabo para ver quem é que vai aparecer mais no carnaval; eu odeio que a nudez feminina seja a marca mais forte do carnaval, não por falso moralismo, carolice, ou seja lá o que as feministas radicais gostam de falar, mas por que a nudez da mulher ainda está relacionada a uma imagem negativa, à ideia de prostituição, turismo sexual, e coisas desse tipo; como sempre há vários tipos de viés para se considerar a liberdade individual, e esse tema é complexo, limito-me a dizer que não gosto que a minha imagem ou a da mulher brasileira seja relacionada à prostituição e ao turismo sexual. Odeio o comércio que o carnaval se tornou, fortunas por abadás, fortunas correndo pelas escolas de samba, onde todos se confraternizam no mesmo camarote, politicos, celebridades e bandidos; Odeio como a maioria das pessoas agem, terminam namoro, enganam os parceiros, tem como meta beijar e/ou transar com o maior número de parceiros que puder, afinal de contas, é carnaval. Esse comportamento pode até ser compreensível entre os adolescentes e jovens, mas muitos  o levam para toda a sua vida. Odeio a intoxicação de álcool e drogas que geralmente acontece. Odeio que para a maioria, o foco principal sejam esses pontos negativos.





No Brasil parece um pecado mortal dizer não gostar de carnaval e futebol, mas estamos em nosso direito de não gostar tanto e de todos os aspectos. Cada um na sua, e que cada um curta  o seu carnaval sem culpa na consciência.

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