domingo, 26 de maio de 2013

Lendas, causos, assombrações e fofocas de Ouro Preto

Ouro preto é uma cidade mística e misteriosa, cheia de segredos e de histórias.

Pode não parecer, assim espero, mas eu sou do tempo em que não existiam datas de validade nas latas e éramos obrigados a olhar se as embalagens estavam estufadas ou enferrujadas antes de comprar algum produto; sou da época em que meu pai ganhava mais de um milhão de cruzeiros, mas ser milionário naquela época não era sinônimo de ser muito rico. Sim, assumo que sou desta época, mas ainda não sou da época de quando surgiram algumas historinhas que contarei aqui; a data delas é indefinida e a veracidade, bem,  esta avaliação ficará a critério de cada um.



A Mãe do Ouro

Como é sabido, Ouro Preto foi uma colônia portuguesa e suas riquezas minerais foram  exaustivamente exploradas pela coroa, e para isto, era utilizado o trabalho dos escravos, os negros trazidos da África. estas pessoas sofreram tanto aqui, que até hoje a cidade leva a fama de possuir um ar carregado. Dizem que alguns senhores de engenhos enterravam os seus escravos vivos juntamente com o ouro para que tomassem conta de seus tesouros. Dizem ainda, que onde há algum tesouro enterrado, cujo dono nunca veio buscar, de vez em quando aparece um fogo muito forte, uma luz brilhante que sobe e desce, a qual chamaram de "Mãe do ouro". Quando vierem a Ouro Preto, prestem muita atenção nas luzes, pode ser a sua chance de mudar de vida!




Vergonha
As paredes das casas ouropretanas, em sua maioria, são interligadas, isso é, de cada lado da parede tem uma casa; estas paredes são muito grossas, algumas tem quase um metro de espessura! Contam que, antigamente, as pessoas tinham muita vergonha das vergonhas cometidas por seus familiares, e que quando    algum deles cometia alguma falta grave, como engravidar ou algo parecido, a família dava um "jeitinho" no problema. Há algum tempo, disseram ter encontrado um esqueleto de uma moça em uma destas paredes. Acredite se quiser.




Colégio Dom pedro, o mal assombrado

Dizem que a Escola Estadual Dom Pedro II foi uma espécie de local militar, e que em seus porões guardavam os leprosos. Uma professora disse que alguns alunos foram fazer a brincadeira do copo (quando um espírito desce e entra em contato através dos movimentos que indicam uma letra) e uma menina foi possuída por um espírito; quando o pessoal da escola veio intervir, o espirito deu nomes, datas e fatos que, ao serem checados nos documentos, estavam de acordo com a realidade de uma antiga estudante, que não queria sair dali. "Creindeuspai"!






O desapontamento de Sônia Braga

 

Esse é um boato. Dizem que Sônia Braga, quando veio filmar aqui um filme internacional chamado "Luar sobre Parador", ficou muito desapontada com a população. Dizem que ela reclamou a um guia turístico:
_O povo aqui em Ouro Preto é esquisito, a gente anda na rua e ninguém pede autógrafo, nem nada. 
O guia respondeu, muito certo do que dizia:
_Ah, minha filha, aqui em Ouro Preto todo o mundo é artista!




Segredos de beleza

A minha avó era de Acaiaca, mas era do tempo em que existiam as fossas cheias de gretas do lado de fora das casas e quando nos presenteavam com galinhas. Ela tinha um ótimo produto para pernas ressecadas e cabelos: Banha de porco! Para enriquecer o feijão, adicionava um prego ao cozimento, e para acelerar o cozimento, colocava bicarbonato. Se o olho do cachorro estava "purgando", caldo de salsa triturada, ou couve! Machucados? Pó de café. Se estivéssemos doentes, nada melhor que uma barbeiragem feita com café, manteiga, cebolas, casca de maçã e só Deus sabe que demônio havia naquele veneno, tiro e queda!


 

Cobras

Lá em Rodrigo Silva, distrito de Ouro Preto, parece até um outro planeta, talvez um terreno perdido de Nárnia, Terra do Nunca ou Hogwarts. Os moradores juram que lá naquelas terras encontram-se a cobra cara-de-gato e a cobra com pé. Essas eu gostaria de ver!









Cabelos dourados

Conta-se que os escravos, quando trabalhavam na extração do ouro, escondiam parte do pó dourado em suas cabeleiras crespas. Para retirar o ouro, colocavam os cabelos numa bacia com água e o ouro lá se depositava. Dizem que, desta forma, muitos escravos compraram a sua liberdade, e desta forma também, Chico Rei conseguiu financiar a construção da igreja Santa Efigênia, no Alto da Cruz. Quem conta um conto, aumenta, mas não inventa!


2 comentários:

  1. você podia ter contado da noiva da ladeira Sta Efigênia... a noiva da ladeira, a meia noite desce a ladeira e ficava gritando tira meu véu,tira,tira...

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